O que realmente vale a pena: respirar - porque tem que ser, porque devemos isso aos que directamente dependem de nós, porque é a única forma de os manter equilibrados.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Haverá alegria na derrota? Tem que haver! A alegria de ter ultrapassado a angústia antecipada da derrota, a alegria de poder baixar os braços e não lutar mais.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Entrar em queda livre. Fechar as asas. É assim que se caça ou assim que se morre.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
O centro da roda une os raios, dá movimento à roda. Mas os raios não se tocam - desconhecem-se entre si.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Eu sou a porta. Vidas que saem momentaneamente do quotidiano para a ilusão de aventura. Ninguém olha a porta: limitam-se a passar.
Dois pólos: a raiva e o vazio sustentam-me. Eu sou o pêndulo.
Vontade física é puro esforço errante. É o que há. Nada Mais. Para lá disso, é vazio infindo.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
A iminência da total ruptura - haverá forma mais fácil de nos desligarmos da vida? A partir daqui, viver o perigo é viver a vida.
Querem paz? Eu dou-lhes paz! Não me peçam mais nada, porque para além desse simulacro, só tenho guerra e incerteza.
Nem um voluntário para voar comigo dentro do abismo. Os que me acompanham, estão pela festa. Já vejo uns quantos braços no ar, entusiasmados.
A vida soma-se em actos de desespero. A única maneira de ganhar esta guerra, é morrer com bom aspecto.