Uma brisa antiga sussurra-me por entre os dedos
na quietude das noites, sussurra.
Fecho a mão. E ela não fica.
Escorre mais rápida que areia,
mais leve que o ar.
Mergulho num raio de sol diferente,
na esperança de apagar a brisa da memória
por breves instantes.
Adormeço.
E ela volta. Como um vento forte que devasta,
afastando o raio de sol.
Abro a mão. E ela passa uma e outra vez,
leve, forte, imperiosa!
Fico assim.
Porque sei que os raios de sol vêm e vão,
e a brisa é eterna.
Porque me sussurra por entre os dedos
desde sempre.