quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Se o mundo acabasse agora... do que é que cada um de nós se orgulharia?

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Hoje apetecia-me dizer toda a verdade! Matar de vez a hipocrisia! Mas não posso. O inferno digere-se lentamente na solidão.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Afinal, o que somos? Somos, para cada um dos outros, uma pessoa diferente. Pensamos-nos como um, face ao olhar exigente e interrogador do outro, de cada outro. E somos o que cada outro espera que sejamos. O que faz de cada um de nós, milhares num só. E não somos assim. Nunca somos como os outros, cada um dos outros, exige que sejamos. Somos outra coisa. Somos muito mais, ou nada disso que mostramos. Não mostramos o que somos, porquê? Para não ver desilusão, cansaço, afastamento. Para não ter que lidar com o vazio. Mas as máscaras que criamos para os outros, são insustentáveis. Pesam na alma como chumbo. E desiludem-nos, cansam-nos, afastam-nos de nós próprios. E a seguir vem o vazio dentro de nós. Continuamos a sustentar as máscaras, apenas por puro hábito. Mas agora já descarnadas, mortas, sem brilho. Porque sabemos que não somos assim, porque já não importa, porque apenas queremos continuar a respirar. Como se o direito à vida tivesse que ser conquistado a cada passo. Como se o direito à vida fosse um querer obsceno e puramente egoísta. É assim que nos sentimos. Porque a ânsia de desistência é obscenamente dolorosa.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

"Todo aquele que tem uma razão para viver, pode suportar qualquer forma de fazê-lo."
Nietzsche

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Uma brisa antiga sussurra-me por entre os dedos
na quietude das noites, sussurra.
Fecho a mão. E ela não fica.
Escorre mais rápida que areia,
mais leve que o ar.
Mergulho num raio de sol diferente,
na esperança de apagar a brisa da memória
por breves instantes.
Adormeço.
E ela volta. Como um vento forte que devasta,
afastando o raio de sol.
Abro a mão. E ela passa uma e outra vez,
leve, forte, imperiosa!
Fico assim.
Porque sei que os raios de sol vêm e vão,
e a brisa é eterna.
Porque me sussurra por entre os dedos
desde sempre.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012